quarta-feira, 17 de março de 2010

A morte de Inês de Castro


Hoje a professora contou uma história muito bonita na aula de português, eu gostei muito da história embora triste. Basicamente é sobre uma camponesa do período colonial que morreu por amor. Procurei na internet mais sobre a história e achei esse poema, muuuito lindo, então vou postar aqui.


O Poeta: Bocage foi um poeta português nascido em Setúbal a 15 de Setembro de 1765 e falecido em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805. Escreveu vários poemas, entre eles À Morte de Inês de Castro, que segue abaixo...




A Ulina

Soneto Dedicatório



Da miseranda Inês o caso triste

Nos tristes sons, que a mágoa desafina,

Envia o terno Elmano à terna Ulina,

Em cujos olhos seu prazer consiste.



Paixão, que, se a sentir, não lhe resiste

Nem nos brutos sertões alma ferina,

Beleza funestou quase divina,

De que a memória em lágrimas existe.



Lê, suspira, meu bem, vendo um composto

De raras perfeições aniquilado

Por mãos do Crime, à Natureza oposto.



Tu és cópia de Inês, encanto amado;

Tu tens seu coração, tu tens seu rosto...

Ah!, defendam-te os Céus de ter seu fado!



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Longe do caro Esposo Inês formosa

Na margem do Mondego

As amorosas faces aljofrava

De mavioso pranto.

Os melindrosos, cândidos penhores

Do tálamo furtivo,

Os filhinhos gentis, imagem dela,

No regaço da mãe serenos gozam

O sono da inocência.

Coro subtil de alígeros Favónios

Que os ares embrandece,

Ora enlevado afaga

Com as plumas azuis o par mimoso,

Ora solto, inquieto,

Em leda travessura, em doce brinco,

Pela amante saudosa,

Pelos ternos meninos se reparte,

E com ténue murmúrio vai prender-se

Das áureas tranças nos anéis brilhantes.

Primavera louçã, quadra macia

Da ternura e das flores,

Que à bela Natureza o seio esmaltas,

Que no prazer de Amor ao mundo apuras

O prazer da existência,

Tu de Inês lacrimosa

As mágoas não distrais com teus encantos.

Debalde o rouxinol, cantor de amores,

Nos versos naturais os sons varia;

O límpido Mondego em vão serpeia

Co'um benigno sussurro, entre boninas

De lustroso matiz, almo perfume;

Em vão se doira o Sol de luz mais viva,

Os céus de mais pureza em vão se adornam

Por divertir-te, ó Castro;

Objectos de alegria Amor enjoam,

Se Amor é desgraçado.

A meiga voz dos Zéfiros, do rio,

Não te convida o sono:

Só de já fatigada

Na luta de amargosos pensamentos

Cerras, mísera, os olhos;

Mas não há para ti, para os amantes

Sono plácido e mudo;

Não dorme a fantasia, Amor não dorme:

Ou gratas ilusões, ou negros sonhos

Assomando na ideia, espertam, rompem

O silêncio da Morte.

Ah!, que fausta visão de Inês se apossa!

Que cena, que espectáculo assombroso

A paixão lhe afigura aos olhos d'alma!

Em marmóreo salão de altas colunas,

A sólio majestoso e rutilante

Junto ao régio amador se crê subida;

Graças de neve a púrpura lhe envolve,

Pende augusto dossel do tecto de oiro,

Rico diadema de radioso esmalte

Lhe cobre as tranças, mais formosas que ele;

Nos luzentes degraus do trono excelso

Pomposos cortesãos o orgulho acurvam;

A lisonja sagaz lhe adoça os lábios;

O monstro da política se aterra

E, se Inês perseguia, Inês adora.

Ela escuta os extremos,

Os vivas populares; vê o amante

Nos olhos estudar-lhe as leis que dita;

O prazer a transporta, amor a encanta;

Prémios, dádivas mil ao justo, ao sábio

Magnânima confere;

Rainha esquece o que sofreu vassala:

De sublimes acções orna a grandeza,

Felicita os mortais; do ceptro é digna,

Impera em corações... Mas, Céus! Que estrondo

O sonho encantador lhe desvanece!

Inês sobressaltada

Desperta, e de repente aos olhos turvos

Da vistosa ilusão lhe foge o quadro.

Ministros do Furor, três vis algozes,

De buídos punhais a dextra armada,

Contra a bela infeliz, bramando, avançam.

Ela grita, ela treme, ela descora;

Os frutos da ternura ao seio aperta,

Invocando a piedade, os Céus, o amante;

Mas de mármore aos ais, de bronze ao pranto,

À suave atracção da formosura,

Vós, brutos assassinos,

No peito lhe enterrais os ímpios ferros.

Cai nas sombras da morte

A vítima de Amor lavada em sangue;

As rosas, os jasmins da face amena

Para sempre desbotam;

Dos olhos se lhe some o doce lume;

E no fatal momento

Balbucia, arquejando: «Esposo! Esposo!»

Os tristes inocentes

À triste mãe se abraçam,

E soltam de agonia inútil choro.

Ao suspiro exalado,

Final suspiro da formosa extinta,

Os amores acodem.

Mostra a prole de Inês, e tua, ó Vénus,

Igual consternação e igual beleza:

Uns dos outros os cândidos meninos

Só nas asas diferem

(Que jazem pelo campo em mil pedaços

Carcases de marfim, virotes de oiro).

Súbito voam dois do coro alado:

Este, raivoso, a demandar vingança

No tribunal de Jove;

Aquele a conduzir o infausto anúncio

Ao descuidado amante.

Nas cem tubas da Fama o grão desastre

Irá pelo Universo.

Hão-de chorar-te, Inês, na Hircânia os tigres;

No torrado sertão da Líbia fera,

As serpes, os leões hão-de chorar-te.

Do Mondego, que atónito recua,

Do sentido Mondego as alvas filhas

Em tropel doloroso

Das urnas de cristal eis vêm surgindo;

Eis, atentas no horror do caso infando,

Terríveis maldições dos lábios vibram

Aos monstros infernais, que vão fugindo,

Já c'roam de cipreste a malfadada,

E, arrepelando as nítidas madeixas,

Lhe urdem saudosas, lúgubres endeixas.

Tu, Eco, as decoraste,

E, cortadas dos ais, assim ressoam

Nos côncavos penedos, que magoam:



«Toldam-se os ares,

Murcham-se as flores;

Morrei, Amores,

Que Inês morreu.



«Mísero esposo,

Desata o pranto,

Que o teu encanto

Já não é teu.



«Sua alma pura

Nos Céus se encerra;

Triste da Terra,

Porque a perdeu.



«Contra a cruenta

Raiva íerina,

Face divina

Não lhe valeu.



«Tem roto o seio

Tesoiro oculto,

Bárbaro insulto

Se lhe atreveu.



«De dor e espanto

No carro de oiro

O Númen loiro

Desfaleceu.



«Aves sinistras

Aqui piaram

Lobos uivaram,

O chão tremeu.



«Toldam-se os ares,

Murcham-se as flores:

Morrei, Amores,

Que Inês morreu.»

sábado, 13 de março de 2010

Garota de sorte


Quando eu era criança acreditava que as boas histórias sempre começavam com um "Era uma vez..."
Mas agora que eu cresci, bem, nem sempre o ''era uma vez'' teve um final feliz. Mas as histórias nunca tem fim, e nem sempre as melhores começam como em um conto de fadas.

...


        Certa vez uma garota sonhou com alguém que não conhecia, não sabia o nome nem onde vivia, mas soube no instante em que acordou que um dia o encontraria, e que quando este dia chegasse... nada seria como antes.


Decepções:



A garota perdeu seu primeiro amor por causa da distância, ou será que por ser tão puro, era tão fragil?(4 anos de idade)
O segundo para uma amiga, amor não correspondido é tão fragil quanto o escondido.(7 anos)
O terceiro por falta de controle, não saber o que sente só confunde as coisas.(8 anos)
O quarto por tempo, o que não se cuida... se perde.(10 anos)
O quinto por raiva, quem provoca se machuca.(12 anos)
O sexto por uma amiga... se você se apaixona-se pelo mesmo garoto que sua melhor amiga, o que faria?(quase 13 anos).
O sétimo ... (quase 14 anos)
O oitavo por culpa da distância, por culpa do tempo... por culpa do desigual... quem ama mais que o outro, tende a sofrer mais...(15 anos).


Desistir:



Ela sofreu, ela chorou, ela se cortou, ela desistiu.
A ultima paixão foi demais para ela, e o que é fraco se quebra. Não seria mais tão facil conquistá-la.
Jogou todos os sentimentos fora e prometeu pra si mesma que nunca mais seria a inimiga da própria sorte, que nunca mais seria feita de boba, que nunca mais diria que ama sem saber direito o que é amar... sem saber se valhe a pena falar. Dizem que palavras não machucam, mas a mentira pode machucar. Então ela desistiu de se apaixonar.

Sonhos:




O que o tempo não cura?nada.
Após a promessa ela não parou de sonhar, sempre o mesmo sonho... ou com algo parecido.
Ela podia sentir que havia algo errado, algo incompleto, algo sem resposta.
Então ela passou a sentir falta, falta de algo que nunca teve. Ela se perguntava todos os dias, o que faria para viver, por quem viveria? Por quem batalharia? como ter certeza se aquele em seus sonhos era real? Já tinha se enganado tantas vezes, será que ainda era capaz de ter fé?

Um desejo:




Foi de tanto sonhar que ela percebeu que não podia mais caminhar sozinha, que mesmo rodeada de amigos, ela se sentia só. Não podia mais andar pelo mesmo caminho sem vida,  precisava encontrar aquele que lhe fazia falta... mesmo sendo inexplicável sentir falta de algo que nunca teve, de alguém que nunca conheceu.



Foi ai que fez um pedido, perdeu a conta de quantas vezes o fez a Deus. E 'por Dios mio', me lembro perfeitamente daquela garota contente que todas as noites pedia aos sussurros para que encontra-se alguém que a amasse: " Por favor Pai, que o Senhor me ajude a encontrar alguém que me ame de verdade, ou que ele me encontre. Por favor, que seja logo... não quero mais me sentir só, não quero mais sentir falta de alguém que nem ao menos sem quem é. Preciso encontrá-lo, por favor, me ajude..."

Coincidência:



Certa noite, como de costume, a garota estava lendo algumas mensagens de seus amigos e alguém, um desconhecido, lhe enviou uma mensagem que lhe chamou a atenção " faça um pedido, você vai se surpreender".
Na mensgem dizia que as pessoas que haviam recebido aquela mensagem tiveram seus desejos realizados no dia seguinte ao pedido. E havia varios depoimentos de pessoas que tiveram seus desejos ralizados. Todas pediram a mesma coisa " encontrar a pessoa que lhes faria feliz pelo resto de suas vidas".
A garota pensou " por que não?". E então fez seu pedido.


Destino?:


Então no dia seguinte ela o conheceu...



....


Então no dia seguinte eu o conheci. Ele já tinha estudado comigo em minha antiga escola, estava querendo me adicionar no orkut, como eu já o conhecia então aceitei. Conversamos e mais rápido do que pensei ele se apaixonou por mim. mal acreditei... Na verdade de início achei que fosse algo falso... que por mais que ee disse o contrário, para mim era diferente, porque para um coração que já se enganou tantas vezes, uma outra vez seria tolice.
Foi ai que comecei a me encantar,rs
Ficava envergonhada quando me pegava pensando nele, ou me surpreendia com meu ciumes inexplicável.
Em alguns casos foi até um pouco engraçado, pois no dia seguinte a nossa primeira conversa pelo msn eu estava indo de carro para a casa de minha tia e em todo o caminho em todo o lugar que eu olhava seu nome estava escrito,rs
Mas mesmo assim tinha medo, medo de sofrer novamente, de me enganar e passar por tudo outra vez.Mas eu estava começando a gostar dele... e muito, de uma maneira que não tenho palavras para explicar.
Só sei que acabamos marcando um encontro.

O encontro:



Foi, de certo modo, muito divertido...rs, desulpe amor, mas pra mim foi assim.

O primeiro encontro marcado não deu muito certo, primeiro que  nós dois tinhamos prova no dia seguinte e segundo que estava chovendo muito no dia, então não foi possível.
Então marcamos um final de semana. Sábado, se a minha memória confusa não falhar ;P, 15h da tarde, minha casa.rs
Era 12h e alguma coisa quando eu estava deitada em minha cama, com o a lanterna do celular ligada, as janelas fechadas e os olhos pregados em um livro de contos de terror "Formaturas infernais". O celular começou a tocar, lembro nitidamente de dar um pulo de susto e começar a procurar de onde vinha o barulho, isso com o celular na mão, -.-'
Como nunca ninguém teve coragem de me ligar, demorou um pouco para eu perceber que era o celular que estava tocando, quando atendi era ele,rsrs
Nem acreditei.
Ele estava bem ansioso, falava rapido, eu mal entendia, achei fofo ele ter ligado, perguntou se era 15h mesmo, ou se podia vir antes,rsrs
Disse que só 15h mesmo, mesmo porque eu teria de ajudar minha mãe a arrumar a casa.
E então... Mais chuva!!! Isso mesmo, choveu nesse dia também,rsrs
Eu liguei pra ele perguntando se ele queria marcar para segunda-feira, porque domingo eu iria passar o dia na casa de minha tia (como de costume, todo final de semana meus pais combinam de ir passar o dia na casa de minha tia), ele pareceu ficar sem ar,rs, sei lá, disse que queria muito me ver e se não podia vir naquele dia e na segunda-feira também.
Eu disse que estava chovendo muito, ele disse que ia do mesmo jeito, fiquei surpresa, nunca, nunca ninguém tinha se importado tanto comigo, nunca ninguém quis me ver tanto assim,rs
Então eu disse que se até 15h a chuva acalma-se ele poderia vir. Então 14h e alguma coisa a chuva parou.
E 15h em ponto ele estava aqui. Mais nervoso do´que qualquer outro garoto que gostou de mim.
Meu pai estava na varanda concertando o carro, então quando ele chegou meu pai que mandou minha mãe me chamar. Olhei pela janela e eu o vi, parecia muito nervoso, ficava torcendo os dedos tive a impressão que iria arranca-los a qualquer instante, achei  engraçado,rsrs
Demorei um pouco, só de graça,rsrsrsrs (desculpa amor, não resisti).Até minha mãe e minha irmã ficaram nervosas com minha demora, disseram que se eu demorasse mais um instante teria que ressucitar o garot no portão.
Sai de casa com meu pai me perguntando aonde eu ia, eu disse o que ele já sabia, " pai! só vou na praça com o César", meu pai riu, como de costume, cheio de graça. ;P
César estava lindo *-*
Sorriu ao me ver, borboletas se animaram em minha barriga -.-', sorri de volta.
Ele estava tremendo um pouco, acho que tanto de nervosismo quanto de frio, eu estava calma... um pouco calma,rs
Peguei em sua mão e ele beijou meu rosto, ahhi -.-', senti meu rosto ficar quente, acho que fiquei vermelha na hora, mas ele nem percebeu,rsrs
Depois disso ele se acalmou... eu acho,rsrs
então... tudo foi como foi, acho que até aqui já está bom, =D

rsrsrs


Hoje faz uma semana que estamos namorando, e acho que vai durar muito, muito mais tempo, eu o amo. AMO MUITO!!
rsrs
Meu serafim... Te quiero mucho, mucho y para toda la eternidad.

As vezes sinto que o conheço à muito tempo, me sinto feliz... muito feliz rs
Acho que agora entendo o que era incompleto, simplesmente eu mesma,rs
Não me sinto só, não mais.
É dificil aguentar a semana inteira sem vê-lo, já que só podemos nos encontrar nos finais de semana...

Mas nada que o tempo não resolva. rsrs

Sou uma garota de sorte, meu desejo se realizou. Você é meu desejo César... meu anjo, meu amor, meu tudo,rsrs

te amo para sempre,

Isabella